25 agosto 2009

Meu vício

Você é meu vício, o meu produto tóxico a minha volúpia suprema, o meu encontro preferido e meu abismo. Você faz até o mais amargo da minha vida se torna doce. É o meu tipo de delícia perigosa, eu te aspiro e eu te expiro em demaseio, eu te espero como se espera uma recompensa. Você é meu vício, gosto dos teus olhos, dos teus cabelos, da tua voz, você é o meu belo amor o meu anagrama, você é a minha solução e o meu doce problema. A você todos os meus suspiros os meus poemas, para você todas as minhas orações á lua, a você a minha desgraça e a minha fortuna. Quando vai embora é o colapso, toda a minha vida toda a minha pele reclama, eu te quero que até vendo a alma aos teus pés eu jogo as minhas armas. Eu conheço muito bem aquilo que toma todo meu tempo, eu conheço os maravilhosos, os maduros, os ríspidos, os barbudos, os sem barba, os mendigos, os riquíssimos, os que amam e os sofridos; eu conheço o amor, principalmente o amor, por que você é o meu vício e eu sou o dependente. Eu sou sua coroa você é o meu rosto, você é à vontade e eu o gesto, você é limão e eu o sabor, eu sou o chá e você a xícara, eu sou a guitarra e você o baixo. Eu sou a chuva e você as gotas, eu sou o sim e você a dúvida, eu sou o buquê e você as flores, você é instante e eu sou a felicidade, você é o copo e eu sou o vinho, eu sou o vento você o vendaval, eu sou o brinquedo e você a criança, eu sou a terra e você o céu, você é as águas que vem e eu sou a boca; você é meu bem, você é a elegância e eu a graça, eu sou nada e você é tudo. Você é o jamais do meu sempre você é meu amor, apenas meu amor.